"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça"

31/03/2016


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Agora sei o quanto estas palavras fazem sentido.

30/03/2016

Hoje acordei com uma nostalgia que nem imaginam e com essa nostalgia vem a vontade louca de comer um chipicão. Deve ter uns bons anos que não como uma coisa dessas. E vocês perguntam, porque raio eu haveria de me lembrar de fazer um post a falar do chipicão. Lá esta, como o blog faz parte da minha vida agora, na minha infância o que fazia parte era o chipicao, eu adorava comer daquilo. Mas não era tão fácil como parece, não tinha daquilo na mesa ao pequeno almoço, se eu quisesse ganhar um chipicao tinha que esperar até as domingos, os santos domingos. Minha mãe nunca foi de comprar guloseimas, e as refeições eram tudo a base de o que se podia cultivar na terra, então ela como sabia que gostava do famoso chipicao, comprava me ao domingo mas com uma condição, tinha que acordar cedo e ir a missa com ela, estar atenta no que o padre dissesse e depois no super mercado não podia ser das meninas que fizessem birra. Era o nosso acordo, eu fazia tudo isso, no super mercado entrava caladinha, não pedia nada, porque sabia que a minha mãe no final acabaria por colocar o meu chipicao no cesto, ai quando isso acontecia, não tão bem a ver a minha alegria, já tinha ganho o domingo.  Quando ela se esquecia, destroçava me o coração, mas também não era capaz de pedir, porque não queria ser como as meninas que faziam birra.
 Ai se as minhas preocupações de hoje em dia fosse apenas conseguir ganhar um chipicao ao domingo...
As vezes bate aquelas saudades de ser criança.

28/03/2016

Acho que é isso que falta na nossa vida: mais palavras bonitas e menos cara feia, mais olhares sinceros e menos brutalidade, mais sorrisos cúmplices e menos palavras duras, mais educação e menos pressa, mais respeito e menos julgamento, mais humanidade e menos falta de respeito, mais doação e menos egoísmo, mais mãos dadas e menos individualidade.

Bem só desejo que a semana seja leve.

26/03/2016


23/03/2016

De repente, tudo vai ficando tão simples que assusta. Nos vamos perdendo as necessidades, vamos reduzindo a bagagem. As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não tem importância. Vamos abrindo mão das certeza, pois já não temos certezas de nada e isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, e sim a vida que cada um escolheu experimentar. Por fim entendemos que tudo que importa é o que traz paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento. E só.

22/03/2016

Não há nada como ir para a cama com a consciência tranquila, saber que por mais que falem sobre ti, nada te vai ferir porque sabes melhor que ninguém o que realmente fizeste, o que realmente sentiste, independentemente das calúnias, das palavras azedas atiradas a tua cara. Sei que provavelmente o que dizem nem sentem,  querem apenas um culpado e eu não vou julgar por isso, apenas ergo a minha cabeça e dou o meu melhor sorriso.
Boas noites.

21/03/2016

Estou jogando fora tudo que não cabe mais aqui dentro. Isso inclui sentimentos, pensamentos e pessoas.

20/03/2016

Busco forças na fraqueza dos outros, não interpretem mal, o que eu quero dizer é que quando vejo e sinto que alguém esta vulnerável, quando sinto que alguém está a sofrer, eu guardo as minhas fraquezas e mantenho me firme e forte, podendo assim ajudar, minimizando a dor das pessoas, tentado arrancar sorrisos de rostos que só se vê lágrimas, mesmo que eu esteja de rastos também, sei lá, faz me um bem cá dentro.
Olhando assim, ninguém diz, mas há toda uma explicação do porquê eu ser desse jeito. Só eu mesmo, que sempre estive comigo, aguentando as barras, as rupturas, os socos na cara, não preciso de partilhar as minhas dores. 

18/03/2016

...

Está nuvem negra não desaparece, andava eu feliz da minha vida a uns tempos atrás e agora começou tudo a desabar, uma coisa atrás da outra e pergunto me, não era suposto com o tempo voltar a sentir o sabor das coisas? Não, não é suposto, a vida consegue ser bem mais amarga.
Hoje apanhei o susto da minha vida, sim da minha vida e o pior é que sei que um dia vai ter que acontecer, não foi hoje e dou graças a Deus e agradeço-lhe imenso, fiquei tão grata por não me tirarem a mulher da minha vida. Oh minha mãe, foi a primeira vez que a vi a sair de casa numa ambulância e com a idade que leva, com as preocupações que acumula, poderia ser o fim, só me lembro de sentir o medo aparecer, do desespero a apodera-se de mim, podem-me tirar tudo que eu irei superar, mas esta mulher faz parte de mim, eu faço parte dela, e nunca serei capaz de aceitar que um dia posso vir a perde-la. 
Eu poderia ter estado lá... e não fui capaz de ajudar quem mais me ama nesta vida.

17/03/2016

A dor da perda supostamente devia diminuir com o tempo, podia não curar, mas minimizar, conseguir adormecer sem antes chorar. Era suposto, mas não esta acontecer, doí cada vez mais, doí saber que voltamos a ser meros desconhecidos mas agora com memórias , memórias tão boas que até magoam ao saber que já não voltaram. Magoa saber que os papéis se inverteram, que o homem sensível que amei tornou se num homem frio e racional e eu, a menina de "mau feito", agora precisa da sua segurança, do seu amor, da sua compreensão, da sua atenção, preciso que ele volte e me diga "Calma, eu estou aqui e vou te proteger"

Mas não vai acontecer, por mais expectativas que crie, elas acabaram por cair em terra, já não faço parte da vida dele, já não sou merecedora do seu amor, perdi.
De qualquer forma, ele será para sempre um bom capitulo de um livro, do meu livro. E O final, bem, o final só eu sei.

13/03/2016

Doloroso, foi doloroso ouvir aquilo da boca do meu pai.
Cá em casa sempre acharam estranho eu nunca ter chegado com um namorado a casa, minha irmã mais velha casou-se com 18 anos e a outra com 16 anos tinha oficializado o seu namorico e eu com 22 anos nunca falei e nunca apresentei ninguém e então sou a lésbica da casa, acho isto tão ridículo que até da vontade rir se não estivesse para aqui a chorar de raiva. Não tenho nada contra as raparigas que sejam lésbicas, nem dou importância as opções sexuais de cada um, choro porque quem o disse  foi o meu pai, o meu pai que deveria me conhecer, que devia respeitar me. Ele e o resto da família nunca souberam que namorei durante muito tempo e que terminou tudo muito recentemente, mas por ter terminado é que as palavras do meu pai magoaram mais ainda, custou me imenso ter que escolher ficar sem a pessoa que gostava e ainda ter sido acusada perante a família toda que sou lésbica.
Oh pai não era isso que precisava de ouvir de si...
Senti que precisava de escrever, precisava de desabafar de alguma forma, então que seja desta.
Ficou tudo tão vazio, a cada dia que passava fomos ficando mais distantes um do outro, e levou-nos ao nosso maior medo. nós perdemos um ao outro, deixou de fazer sentido continuar mos juntos apenas porque sim, havia amor, há amor, mas faltou mais que isso, fomos egoístas, egoístas ao pensar que  o amor era suficiente e acabamos por abandonar o que tinha-mos de belo. Não há um culpado, existem dois, nós os dois, não vou apontar nem julgar uma pessoa que me fez bem durante muito tempo, foi bom, e não me arrependo de nada, nem das inúmeras palavras que estão escritas neste blog sobre ele. A relação terminou, o amor talvez não.

05/03/2016

Pois é, chega a ser irónico, o meu último post que foi escrito perto de uma semana atrás, tem como titulo "Ando bem com a vida" e neste momento está tudo menos bem. Realmente esta coisa de partilhar a nossa felicidade acaba por nos prejudicar, sempre fui e sou uma pessoa positiva e nunca tive intenções de o esconder, talvez sou assim porque sou muito "de boa", o meu desapego, a minha indiferença faz com que não dramatize tanto e ache que as coisas vão acabar sempre bem, mas, lá está, há sempre um mas...mas isto acontece com tudo, menos quando o assunto é família, ai sim eu dou o dobro da importância, ai sim, eu sofro com a cabeça cheia de pensamentos. Fui um semana agitada cá em casa, senti que a minha mãe envelheceu imenso com tudo isto e senti que só nós, eu e a minha família, nos podemos proteger uns aos outros. Porque o resto apenas quer matar a curiosidade.