"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça"

17/09/2016


Estava para aqui a recordar me das minhas maluquices e uma das melhores certamente tenho que partilhar convosco.


Eu não sei bem que idade tinha, mas pelas contas da minha mãe tinha 3 ou 4 anos (nem sei como me lembro disto), mas continuando, eu e o meu irmão por mais brigas que tivéssemos, andávamos sempre colados um ao outro. Um dia estávamos a brincar perto de um terreno da minha vizinha onde tinha uns degraus de terra e um castanheiro, até ai tudo bem, mas pela pouca sorte do meu irmão ele caiu nesses degraus, ficou todo picado por causa dos ouriços que dão castanhas, a minha mãe ao ver aquilo repreende-o, mas ficou por ai.

No dia a seguir a minha mãe levou o meu irmão a escola, era o seu primeiro dia de aulas e eu como também queria ir, tentei perceber o porquê de ele ir e eu não, como eu era uma criança cheia de teorias, mesmo não sendo as mais acertadas, pensei que ele tinha ido para a escola por ter caído no dia anterior, não sei porque associei isso, mas pensei que a escola fosse um castigo visto que o meu irmão não estava contente quando saiu de casa. O que aconteceu a seguir foi que eu continuei com as minhas teorias malucas e achei que se fizesse o mesmo que ele, supostamente teria o mesmo castigo.
Lá fui eu brincar sozinha, cheguei ao cimo dos degraus e o que faço? Atirei me de lá abaixo, fui de rolos, piquei me toda, acabei por chorar, afinal tinha me magoado, mas no fundo estava com aquela fé que no dia a seguir ia para a escola mesmo toda arranhada.
Uma das primeiras decepções da minha infância foi quando acordei no dia a seguir toda motivada e apercebi me que não, não iria para a escola, mesmo depois do esforço que fiz. 
É muita tristeza para uma criança só.

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