"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça"

02/10/2015


Talvez não seja a pessoa mais indicada para falar disto, pois nunca passei por esta situação, nem sei o que é a dor de não ter um tecto e muito menos, de não ter o que comer, mas sei que deve ser uma angústia enorme ter que passar pelo que vi nesse video. 
As vezes ainda dou ao trabalho de tentar perceber o ser humano, tento arranjar explicação para o inexplicável, tento compreender o incompreensível, tento aceitar o que já não é aceitável... mas desta vez chocou, sim, chocou imenso, ao ponto de me cair uma lágrima, talvez por não viver numa cidade onde existe sem abrigos por toda aparte, (peço desculpa, errei, não são "sem abrigos", são pessoas como eu e que não precisam desse rótulo)  ou talvez, porque estas situações são minimamente lamentáveis.
Moro numa terrinha, onde a pobreza é combatida com ajuda de todos, somos todos capazes de encher sacos de comida e ir ali dar ao vizinho que mais precisa, podem-nos chamar de camponeses, mas ire-mos ter sempre um saco de verduras para dar.

Eu não pergunto o porquê das pessoas morarem nas ruas, não preciso de saber se foi a droga, o álcool, ou o projecto de vida que  não correu como planeado, eu apenas me pergunto, como é que as pessoas passam por esses "sem abrigos" e ignoram, e para não bastar a ignorância, tratam-lhes de maneira desprezível, falam-lhes como se não passassem de bichos, porque? porque tanta maldade? 
Mais sensibilidade e menos arrogância, era disto que as pessoas precisam. Não sei, nem percebo como é que existem pessoas que conseguem sentir-se bem ao ver os outros mal. Não quero, nem consigo perceber como pode haver tanta hipocrisia. Não estou a pedir que os levem para as vossas casas, mas qual é o mal de uma conversa, uma conversa que não os façam sentir inferiorizados, nem sabem o quanto uma conversa pode melhor nem que seja só o estado de espírito daquela pessoa.
 Falta muita mão na consciência nesta população

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