"O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça"

29/09/2015

Reflito fechada no meu silencioso escuro quarto, não sei que horas são, e a preguiça de esticar o braço até ao relógio é maior que tudo, espero pelo sono, mas apenas bocejo inutilmente. 
Fito as paredes do meu quarto como se fosse o universo, passam por mim inusitados pensamentos, capazes de tirar a pouca imobilidade, deixando me inquieta, talvez seja saudade, ou então apenas ansiedade...
Não me sinto depressiva ou bipolar, apenas é uma insónia, uma insónia boa, onde durmo mal, mas penso o bem, é a mesma razão que me faz sorrir, sonhar, enlouquecer, continuar, e lembrar...
A madrugada que tarda nada vem, trará um dia igual a este, seguido por uma noite igual a esta. Talvez não lhe deva chamar insónia, mas sim de sonhos, sonhos amontoados que me perturbam o sono, sonhos que não sei se irei alcançar...
Os meus olhos insistem em me manter acordada, e eu obedeço, continuarei aqui, sentada na cama, com os cotovelos nos joelhos, e o queixo apoiado nas mãos, parada, cheia de pensamentos, a ver a noite passar.
Tornou-se o melhor momento para transbordar a criatividade da minha mente, minha imaginação tornou-se maior que o sono, crio episódios que possivelmente não irão acontecer. Deito-me, viro-me de um lado para o outro, tentado dormir, mas desisto. A culpa é minha, pois sei que lá no fundo, deito-me para fantasiar, projectar, sonhar, mas não para dormir...

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